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Entrevista

Dr.

Richard C. Hill

M.A., Vet.M.B., Ph.D., MRCVS
Waltham Associate Professor of Small Animal Internal Medicine and Clinical Nutrition

University of Florida, FL, USA
entrevista - Nov/2009

   
this interview in english    

Dr. Richard Hill é veterinário (Cambridge University, Cambridge, UK, 1980) com Ph.D (University of Florida, 1993). Ele é diplomado pelo Colégio Americano de Medicina Veterinária Interna e pelo Colégio Americano de Nutrição Veterinária. Honrarias e prêmios recebidos: Phi Zeta Graduate Student Award (1992); Charles F. Simpson Memorial Scholarship (1993); Clinical Sciences Teacher of the Year Award (1998); American Kennel Club Clinical Research Award (2001). Membro do Comitê da Academia Nacional de Ciências que escreveu as recomendações mais recentes do Conselho Nacional de Pesquisa sobre as necessidades nutricionais de cães e gatos (2006).


Dr. Hill esteve no Brasil proferindo palestras no III Simpósio de Nutrição Clínica de Cães e Gatos e dando aulas de pós-graduação a estudantes na UNESP Jaboticabal/SP em Nov/2009. Confira a seguir a entrevista que também é de autoria do Dr. Márcio A. Brunetto e que teve a colaboração técnica da doutoranda Márcia O. S. Gomes e da Dra. Eliana Teshima na tradução.


Primeira Parte
01: Por que há tão poucos trabalhos científcos sobre as necessidades nutricionais de cães e gatos doentes?
02: Qual é sua opinião sobre dar alimentos com alta energia a animais com câncer?
03: Qual sua opinião sobre alimento cru para pets?
04: Qual sua opinião sobre alimento cru para pets? (continuação)
05: Cães e gatos obesos têm hipertensão como os seres humanos têm?
06: E quanto a obesidade e diabetes?

 

Segunda Parte
07: O que você sabia sobre o Brasil na área de nutrição de cães e gatos e sobre o que encontrou ao vir ao país?
08: O que achou do Simpósio no Brasil?
09: Como o veterinário clínico executa a nutrição clínica no consultório nos EUA?
10: O que é importante hoje na pesquisa em nutrição clínica pet?
11: Quem financia pesquisa com nutrição pet nos EUA?
12: Onde um estudante brasileiro interessado em nutrição pet deveria ir para se aprimorar?
13: A que eventos você vai para se manter atualizado?

     

     

nutrição.Vet: 01-Por que há tão poucos trabalhos científicos sobre as necessidades nutricionais de cães e gatos doentes?

 

 

 

Dr. Hill: A razão é que é difícil estudar pacientes imprevisíveis. E todo hospital vê poucos casos de cada doença e muito poucos hospitais vêem o suficiente de uma doença para fazer um estudo científico. É por isso que a maioria das pesquisas têm sido feitas em animais saudáveis.

 

Uma exceção é a obesidade que pode ser induzida e então interrompida. Outras doenças, entretanto, são esporádicas e não há um jeito bom de se fazer um estudo efetivo sobre elas.

 

 

 

nutrição.VET: 02- Qual é sua opinião sobre dar alimentos com alta energia a pets com câncer?

 

Dr. Hill: Há muito poucos estudos sobre nutrição e câncer em cães e gatos. Há um estudo publicado sobre linfoma, linfoma em estágio 3 em cães, que sugere que gordura extra e arginina extra parecem melhorar o prognóstico. Há um estudo epidemiológico que observou a sobrevivência de cães com tumor mamário e que mostra claramente que cães melhoraram com dietas

com alta proteína, mas há uma sugestão de que eles melhorarão com dietas com baixa gordura. Então, a probabilidade que a dieta que deveria ser usada em pacientes pets com câncer deve variar dependendo do tipo de câncer e seu estágio. Desta forma, esta é uma área que necessita de muita pesquisa para realmente saber-se qual a melhor dieta a ser empregada. Neste ínterim, os dados que temos até hoje sugerem que para a maioria dos pacientes com câncer nós devemos dar dietas com gordura extra.

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"... Neste ínterim, os dados que temos até hoje sugerem que para a maioria dos pacientes com câncer nós devemos dar dietas com gordura extra.”

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nutrição.Vet: 03- Qual é sua opinião sobre alimentos crus para cães e gatos?

 

 

Dr. Hill: Há um movimento nos EUA em que algumas pessoas sentem que cães deveriam ser alimentados com comida crua. Este tipo de dieta tem sido defendido, embora cada website tenha uma receita levemente diferente para o que deveria ser esta dieta de comida crua. Há várias questões  pertinentes a isso. Provavelmente o mais importante para cães, inicialmente, é que muitas destas dietas não são completas e balanceadas.

 

Elas não necessariamente têm todas as vitaminas, minerais, ácidos-graxos essenciais ou proteínas necessárias. A maioria destas dietas têm proteína muito alta, mas muitas delas são deficientes em cálcio, em minerais-traço, e em ácidos graxos essenciais. É possível com um especialista fazer uma dieta crua balanceada, então, isso não por si só um problema.

 

 

 

 

O maior problema e a razão pela qual, na minha opinião pessoal, a dieta crua não deva ser usada, é o fato dela freqüentemente conter bactérias potencialmente patogênicas. A prevalência em comida crua é bem alta e é por isso que nós cozinhamos nossa comida.

 

Algumas pessoas têm dito que os cães são mais resistentes a infecções do que as pessoas.  Isso não é verdade. Eles são sim infectados. É verdade que cães podem não apresentar sinais de doença, mas eles são infectados.

 

Um exemplo seria Salmonelose com a qual cães comumente ficam infectados por aproximadamente duas semanas e então eles suprimem a infecção. Mas há dados de alguns anos atrás, em cães greyhound, que mostram claramente que eles terão infecções de repetição, eles não ficam infectados apenas uma vez. E infelizmente cães excretam Salmonella e alguns se tornam carreadores crônicos de Salmonella. E eles irão expor pessoas a salmonelose pois eles excretam Salmonella. Gatos excretam Salmonella na saliva e eles se lambem espalhando a salmonella por todo o pêlo. Então... salmonelose é um risco para a saúde pública. 


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nutrição.Vet: 04- Qual é sua opinião sobre alimentos crus para cães e gatos? (continuação)

 


Dr. Hill: Campylobacter também é muito importante para saúde pública porque Campylobacter não causa diarréia em cães, a não ser em infecções muito grandes, mas eles ainda assim ficam infectados e podem excretar a bactéria. Pessoas ficam infectadas e têm sintomas mesmo em infecções leves. Então, se você ficar exposto a muito pouco a partir de seu cão, então isso é um problema para pessoas. Existe uma associação positiva na Austrália entre Campylobacter em crianças e animais alimentados com comida crua nas casas destas crianças.

 

Estes são apenas dois exemplos de patógenos potenciais. Há toxoplasmose, há doença de Aujesky. Uma muito prejudicial causada por um parasita presente na carne, Echinococcus que pode causar cisto hidático no cérebro e nos pulmões de pessoas.

 

Então, há algumas doenças sérias e realmente importantes que podem ser transmitidas

quando cães e gatos são alimentados com comida crua. Então, por razões de saúde pública, elas não deviam ser usadas.
 

A maioria dos cães adultos pode lidar com estas infecções, mas nós devemos ser particularmente cuidadosos com animais jovens, gestantes, lactentes e idosos.

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"... Existe uma associação positiva na Austrália entre Campylobacter em crianças e animais alimentados com comida crua nas casas destas crianças.”

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nutrição.Vet: 05- Cães e gatos obesos têm hipertensão como as pessoas têm?

 

 

 

Dr. Hill: Há cientistas que querem convencer o mundo de que um cão obeso é um modelo para o paciente humano obeso. Infelizmente  há múltiplas diferenças entre o metabolismo dos cães e das pessoas. Há alguns aspectos na doença metabólica que pessoas adquirem quando se tornam obesas. Então: eles se tornam resistentes à insulina. Eles parecem produzir um aumento nos mediadores inflamatórios. Eles não se tornam muito hipertensivos. Eles têm um leve aumento na pressão sanguínea, mas ele não é grande o suficiente para ser classificado com um animal com hipertensão.

 

 

Da mesma forma, há uma leve mudança no perfil de ácidos graxos, mas cães não têm a mesma doença que as pessoas têm. E a razão deles não terem a mesma doença que as pessoas têm é que os cães têm um metabolismo de gorduras diferente. Cães têm uma alta densidade de HDL. Ao redor de 2/3 das lipoproteínas

são HDL, 1/3 são LDL. Então eles têm bom colesterol alto e baixo colesterol ruim. Pessoas são completamente o oposto. Pessoas têm alto colesterol ruim (LDL) e baixo colesterol bom (HDL). Então estas são diferenças importantes e, para mim, o cão obeso é modelo para alguns aspectos de doenças metabólicas, mas não para hipertensão e não para lipidemia.


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"... para mim, o cão é modelo para alguns aspectos de doenças metabólicas, mas não para hipertensão e não para lipidemia ...”

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nutrição.Vet: 06- E quanto à obesidade e diabetes em cães?

 

 

Dr. Hill: Cães que são obesos se tornam resistentes à insulina, mas eu não tenho conhecimento de nenhuma descrição de cão tornando-se diabético como uma conseqüência de se tornar obeso.

 

Se eles se tornam diabéticos as razões mais comuns são, número um: eles têm uma doença imune que danifica a insulina; número dois: elas são não-castradas e como têm cios repetidos, o excesso de progesterona causa resistência a insulina e eventualmente eles podem desenvolver diabetes; e, número três, que é uma causa emergente: eles têm uma pancreatite leve, que não é diagnosticada e eventualmente destrói tanto

 

 

o pâncreas que não sobra pâncreas suficiente. 

 

Estas são as três causas mais prováveis de diabetes, mas, até o momento, eu não estou ciente de ninguém ter demonstrado que cães obesos se tornem diabéticos como uma conseqüência de sua resistência à insulina.

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nutrição.Vet: 07- O que o senhor sabia a respeito do que havia no Brasil em nutrição de cães e gatos e o que achou do que encontrou aqui?

 

 

Dr. Hill: Eu sabia muito pouco sobre nutrição no Brasil, mas eu sabia sobre as pesquisas do Dr. Carciofi.


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"... O que eu descobri aqui é que há muitas pessoas no Brasil que estão muito interessadas em nutrição e a mim parece que há talentosos estudantes interessados no assunto.”

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O que eu descobri aqui é que há muitas pessoas no Brasil que estão muito interessadas em nutrição e a mim parece que há talentosos estudantes interessados no assunto.

 

No que diz respeito à indústria, eu acho que há um grande mercado aberto e eu não estava ciente de que  a comida industrializada para cães e gatos, da categoria ‘econômica’,  tem uma grande parte do mercado brasileiro. Eu sabia que

há alimentos para pets produzidos na África do Sul que são muito pobres em qualidade e também eu sabia que a maior parte do alimento produzido nos EUA é, na verdade, de muito boa qualidade, e parece que aqui vocês têm uma combinação de  ótima qualidade e baixa qualidade, como a que eles têm na África do Sul.

 

 

nutrição.VET: O que você quis dizer com ‘mercado aberto’ ?

 

Dr. Hill: Eu acho que parece que… é um país em desenvolvimento com uma grande quantidade de fábricas tentando se envolver com nutrição e tentando pegar uma fatia do mercado, e eu acho que nós temos de aguardar e ver como isso se desenvolve. Nos EUA a maioria dos animais come alimentos industrializados e eu diria que é um mercado muito competitivo, mas a maioria desses alimentos fabricados nos EUA é realmente de muito boa qualidade.

 

O grande debate nos EUA é o que deveria ser incluído no alimento pet, não tanto se o animal deveria receber este alimento, mas, se ele deveria conter mais carboidratos, se deveria ser cru ou não.


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nutrição.Vet: 08- O que achou do Simpósio [III Simpósio de nutrição Clínica de Cães e Gatos realizado em Jaboticabal em novembro de 2009, no qual Dr. Richard Hill proferiu palestras]?

 

Dr. Hill:O Simpósio foi muito bem organizado.  Eu diria que os oradores foram excelentes.

 

Eu não falo português então eu não posso dizer que necessariamente entendi tudo, mas, lendo os slides, que continham temos científicos que não são muito diferentes daqueles em inglês, eu pude ter a  impressão do que estava sendo apresentado. E eu diria que os palestrantes estavam apresentando informação muito similar daquela que estaria disponível na America do Norte ou na Europa.

 

 

nutrição.VET: Como os veterinários em seus consultórios – não dentro da universidade – oferecem o serviço de nutrição clínica nos EUA? Eles mesmos realizam ou encaminham a especialistas em nutrição clínica?

 

Dr. Hill: (pausa)… Posso primeiramente terminar a questão anterior? [sim, claro]… Uma das coisas que me impressionaram neste Simpósio foi a quantidade de pessoas lá. Havia muitas pessoas interessadas em nutrição. E, vê-se então que no Brasil há uma quantidade enorme de pessoas interessadas em nutrição como disciplina. E o Dr. Carciofi tem treinado uma grande quantidade de pessoas competentes. A vergonha nos EUA é que temos muito poucos especialistas. O Colégio Americano de Nutrição Veterinária (ACVN) tem somente ao redor de cinqüenta membros.. isso para os Estados Unidos inteiro.


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nutrição.Vet: 09- Como os veterinários em seus consultórios – não dentro da universidade – oferecem o serviço de nutrição clínica nos EUA? Eles mesmos realizam ou encaminham a especialistas em nutrição clínica?

 

Dr. Hill: ...Então, se você tem uma dúvida sobre nutrição a recomendação usual é você perguntar ao veterinário. Infelizmente os veterinários não necessariamente têm tanto interesse em nutrição como deveriam.

 

Eu penso que… alguns sabem responder às questões, e todos os estudantes de veterinária têm nutrição em seus cursos nas escolas dos EUA, mas infelizmente eles não necessariamente se lembram da informação. Nestas circunstâncias existe uma confiança tremenda na informação que vem das empresas de alimentos para pets.

 

E assim sendo, algumas informações são certamente tendenciosas ou tem a venda do produto como motivação. Eu acho que a maioria das grandes empresas são muito honestas,

somente ocorre às vezes que elas contam parte da verdade, a que eles querem que você saiba ao contrário de dizerem a verdade completa.

 

Então, nestas circunstâncias, é importante escutar a todas as empresas (não somente a uma) para saber o que é o correto.

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"... Nestas circunstâncias existe uma confiança tremenda na informação que vem das empresas de alimentos para pets.”

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nutrição.Vet: 10- Quais são os pontos mais importantes hoje para a nutrição de cães e gatos?

 

 

 

Dr. Hill: O que é importante em nutrição depende muito do que é anunciado, o que está sendo propagandeado. Então, se há um novo nutriente que uma empresa de alimento pet patenteou ou sobre o qual há alguma pesquisa para tentar te convencer a comprá-lo... então há uma grande discussão sobre aquele nutriente. E infelizmente com freqüência isso é distorcido e então nós freqüentemente não necessariamente ficamos sabendo da história completa sobre aquele nutriente.

 

 

Então há muito do que nós chamamos de ‘nutriente do dia’. Então, o que é importante esta semana é diferente do que é importante na semana seguinte. Exemplos seriam coisas como: óleo de peixe, glicosamina, carnitina.

 

As outras grandes questões que são objeto de debate são se cães e gatos deveriam ser alimentados com carboidratos, ou melhor, se deveriam ser

alimentados com nutrientes advindos de plantas. Outro grande debate é se eles deveriam ser alimentados com comida crua ou cozida, comida preparada.


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"... alimentados com carboidratos, ou melhor, se deveriam ser alimentados com nutrientes advindos de plantas. Outro grande debate é se eles deveriam ser alimentados com comida crua ou cozida, comida preparada ...”

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nutrição.Vet: 11- Quem financia pesquisa com nutrição pet nos EUA?

 

 

Dr. Hill: Ocorre o mesmo que na Europa. Há grandes fundos governamentais, mas eles normalmente não são usados para nutrição pet.

 

É caro usar cães e gatos onde ratos e camundongos poderiam funcionar. A alternativa é avaliar o que ocorre em pessoas e muito destes fundos vai para pesquisa médica.

 

Então, infelizmente, enquanto os cães eram usados como modelo, nos anos sessenta, e há muitos trabalhos antigos muito bons, atualmente há poucos trabalhos que não são financiados pelas empresas que produzem alimentos para pets.

 

Então, o inconveniente do campo da pesquisa nos EUA e na Europa é ser financiado por empresas de alimentos para cães e gatos.

 

 

Há algumas fundações que se propõe a financiar pesquisa, como o Kennel Clube Americano, a Fundação Marc e Morris, mas nós competimos não somente por fundos para nutrição, mas fundos que são destinados a outros problemas médicos.

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nutrição.Vet: 12- Se um estudante brasileiro que se aprimorar em nutrição pet, se ele quer fazer um estágio ou treinamento ou talvez fazer mestrado ou doutorado, onde, no mundo, o senhor acha que este estudante brasileiro poderia ir?

 

 

Dr. Hill: O estudante de doutorado deve ir onde houver dinheiro para sustentá-lo.


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"... O melhor é o ‘boca a boca’. Então, faça as pessoas saberem que você está interessado em nutrição.”

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 E isso é algo muito individual. Algumas pessoas, como eu mesmo, às vezes eu tenho dinheiro às vezes eu não tenho dinheiro. Isso depende um pouco de o quão ativo é este estudante e a melhor coisa é fazer é fazer com que as pessoas saibam que você está interessado. Envie um Curriculum Vitae e uma explicação sobre o que você planeja fazer e porque, a membros da comunidade de nutrição pet.

 

Se você está  se candidatando para uma escola Americana ou Britânica será muito importante que você seja capaz de falar inglês. Se você está se

candidatando a uma escola européia será importante que você fale a língua local. Há alguns programas que têm uma tradição maior eu admitir estudantes, como o do Dr. Carciofi e o programa de Davis (Universidade da Califórnia – EUA).

 

 Se você vai fazer residência há muito menos locais que são opções potenciais, pois há muito menos locais onde há residência. Os programas de residência nos EUA são muito em bases individuais, de novo, onde há dinheiro. Os programas mais produtivos são na Universidade da Califórnia, Davis, porque eles têm regularmente vagas abertas.

 

Mas, fazer residência em nutrição requer passar por uma competição muito forte e, de novo, é uma questão de olhar nos websites, encontrar o que está disponível e conversar com as pessoas no seu país e ver o que poderá estar disponível. O melhor é o ‘boca a boca’. Então, faça as pessoas saberem que você está interessado em nutrição... o que você está interessado em fazer, deixe  seu Curriculum Vitae pronto, e precisa ser um local cuja língua você seja capaz de falar fluentemente.


(pg.11.) (continua). (topo).

 

     

nutrição.Vet: 13- A que Congressos o senhor vai para ficar atualizado em nutrição pet?

 

 

Dr. Hill: Eu gostaria de ir a mais encontros do que eu vou. Um a que eu vou sempre, todos os anos, é o Fórum  do Colégio Americano de Medicina Interna (ACVIM) e eu vou porque sou um membro e porque no início do Fórum há a Reunião de Pesquisa da Academia Americana de Nutrição Veterinária (AAVN). Então eu tenho uma combinação de nutrição e clínica e há uma parte de nutrição dentro da reunião clínica também. É uma reunião muito grande e que trata dos avanços no manejo de doenças. Então é uma reunião mais para um especialista do que para um clínico geral, ou para um clínico muito bom, um profissional acima da média.

 

 

A próxima reunião a que eu vou com freqüência é a Conferência Veterinária Norte Americana que ocorre em Orlando (FL - EUA). Ela ocorre na primavera e eu vou porque é muito perto de onde eu trabalho. É a maior reunião de veterinária do mundo e é desenhada para o veterinário clínico geral. É muito bem organizada e qualquer pessoa indo irá ter um período muito agradável. É um bom lugar para se aproveitar a Florida e eles realmente cuidam muito bem de você lá. É primeiramente direcionada para clínicos gerais e tem medicina, nutrição e todas as outras especialidades. É uma reunião muito boa.

 

 

Eu ocasionalmente vou à Reunião da Sociedade Européia de Veterinária e Nutrição Comparada (ESVCN). Eu gosto

de ir pois é uma reunião de nutrição maior do que a da AAVN. A Reunião da AAVN tem apenas um dia, o ESVCN usualmente tem dois ou mais dias e é muito mais cosmopolita, envolve pessoas de diferentes países e é muito bom encontrar outras pessoas interessadas em nutrição veterinária, exatamente como na reunião da AAVN.

 

E então, cada uma das fábricas de alimentos para pet periodicamente fazem uma reunião. O encontro da Purina normalmente é anual, às vezes bianual. O encontro da AIMS não tem ocorrido há alguns anos, o encontro da Mars ocorre a cada três anos aproximadamente. Alguns deles são só para convidados e algumas vezes são abertos. Eu acho que são muito úteis, de novo, para encontrar pessoas que têm interesse na minha disciplina [nutrição de cães e gatos], e, então, eu sempre gosto destas reuniões.


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"... Um a que eu vou sempre, todos os anos, é o Fórum  do Colégio Americano de Medicina Interna (ACVIM)...”

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(pg.12.) (final). (topo).

 


nutrição.VET
: Muito obrigada.

 


Veja também

 


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