Prof. Dr.
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Prof. Castrillo trabalha com microbiologia intestinal e produção de proteína pela microflora de animais. Segundo o prof. Aulus Carciofi, Castrillo foi muito humilde nesta entrevista ao falar das próprias atividades: “Ele é um cientista com um impressionante raciocínio lógico e embora tenha mais experiência com animas de produção, tem pesquisas muito relevantes na área Pet.” O nutrição.Vet aproveitou a oportunidade para entrevistar o especialista. Confira o texto completo a seguir ou acesse um dos atalhos abaixo: parte 1: Na Espanha a Veterinária mudou recentemente. |
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| nutrição.Vet: Prof., o que achou do que viu no Brasil? |
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Prof. Castrillo: Uma diferença com o Brasil é que na Espanha a Veterinária até 3 anos, havia três especialidades. Havia o veterinário clínico, que seria o veterinário do Brasil e do resto da Europa; depois havia um veterinário que era da produção animal que no Brasil é o Zootecnista e o Engenheiro Agrônomo, na Espanha ele é veterinário especialista em zootecnia; e um Veterinário que era especialista em higiene e bromatologia. Então havia três tipos de veterinário e só um correspondia ao Veterinário Clínico o Clássico de Medicina Veterinária. Então eu sou um Veterinário atípico eu sou um Veterinário-Zootecnista. |
____ "... nós veterinários de produção animal e nutrólogos, até 10 anos, nunca havíamos nos ocupado de animais de companhia." _____
Digo mais mal que bem pois na verdade não fazia nutrição o clínico, mas como ninguém se ocupava de fazê-la, o Clínico o que fazia era receitar o Vade Mecum das empresas e utilizava o Vade Mecum para atender aos distintos casos. Então eu em particular, há 12 anos, tenho tentado trabalhar um pouco com animais de companhia e temos tido cada vez mais problemas. (pg.1.) (continua). (voltar ao topo) |
____ "... Os recursos que há no Brasil (...) em relação à nutrição de animais de companhia são claramente muito superiores aos que há em qualquer Universidade da Espanha." _____ |
Os recursos que há no Brasil especificamente na Faculdade em Jaboticabal em relação à nutrição de animais de companhia são claramente muito superiores aos que há em qualquer universidade da Espanha, faculdade da Espanha, onde temos muito desenvolvimento na nutrição de animais de produção, mas muito pouco desenvolvimento na investigação sobre animais de companhia.
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____ "... na Espanha (...) o governo não financia nenhum projeto de investigação relacionado com animais de companhia, com alimentação..." _____ Prof. Castrillo: Na Espanha ocorre uma coisa sobre o financiamento do governo: o governo não financia nenhum projeto de investigação relacionado com animais de companhia, com alimentação, porque entende que somente as empresas se beneficiam. No entanto, os projetos relacionados com o ruminante, com suíno e com as aves são subvencionados. Então é mais fácil conseguir o financiamento para projetos de investigação de animais de produção. Para animais de companhia todo o financiamento tem de vir através de empresa privada. E também... é difícil adaptar-se porque quando trabalhamos com animal de produção, nós geramos os projetos a partir de hipóteses nossas e normalmente temos a liberdade de desenhar os experimentos e de experimentar o que nos parece mais adequado. E quando se depende das |
casas comerciais muitas vezes temos que fazer em grande parte do peso da investigação sem maior interesse, só para atender a interesse das empresa com protocolos que são muito simples que não são os ideais para se formar as pessoas. Todo o financiamento vem de empresas e isso é um problema na Espanha, pois não há nenhuma empresa grande, forte nem companhias espanholas muito fortes. Então toda a investigação até agora em animais de companhia eram feitas por empresas grandes de outros países: Waltham na Inglaterra ou Royal Canin na França ou Ralston-Purina dos Estados Unidos. E não temos empresas fortes locais, que financiem uma investigação. A única empresa forte é uma que se desligou de Ralston-Purina, que é Affinity, e não tem muita tradição de pesquisa, pois estava acostumada que toda a informação vinha normalmente da Ralston-Purina, cuja matriz é em Saint Louis nos EUA.
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nutrição.Vet: Um universitário, brasileiro, interessado em nutrição de cães e gatos, onde pode achar aperfeiçoamento de qualidade? |
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Prof. Castrillo: Dá-me a impressão de que a maior tradição dos estudantes brasileiros é irem para os Estados Unidos fundamentalmente, onde existem centros muito fortes. Na Espanha especificamente há muito poucos estudantes brasileiros. Há muitos estudantes da América Latina, mas que falam espanhol.
Então sim há centros... acho que o maior problema é, sobretudo, eu imagino, as bolsas, as ajudas financeiras.
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nutrição.Vet: Qual sua avaliação sobre o mercado pet food no mundo hoje? |
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_____ "Não sou um especialista, mas a informação que tenho é que o mercado mais emergente que há agora em pet food é a América Latina e dentro dela o Brasil." _____
Prof. Castrillo: Não sou um especialista, mas a informação que tenho é que o mercado mais emergente que há agora em pet food é a América Latina e dentro dela o Brasil.
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entraram 11 países mais na Europa, que são os países do leste que têm muito pouco desenvolvimento em animais de companhia quanto a alimento industrial e agora se transforma no mercado que mais cresce.
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